Tema: A confusão entre papeis sociais e papeis sexuais de homens e mulheres

Regras exigidas para a redação do Enem

* O texto deverá ser dissertativo-argumentativo;

* O aluno não poderá fugir do tema;

*  Não será aceito qualquer ilustração ou desenho na folha de entrega da redação para correção – se aluno assim fizer obterá nota zero nessa avaliação;

* O candidato que escrever 7 linhas ou menos em toda a redação, terá rendimento igual a zero no teste;

* Se o candidato colocar qualquer citação dos temas propostos para a redação, a avaliação será automaticamente anulada.

Tema: A confusão entre papeis sociais e papeis sexuais de homens e mulheres

 

Textos motivadores

 

Texto I

 

Papel sexual: um conceito importante, mas limitado

 

Uma abordagem bastante difundida na compreensão das identidades no âmbito dos estudos de gênero, embora sob inúmeras críticas atualmente (as quais serão tratadas no próximo texto), reside na articulação entre uma “identidade de gênero” e um determinado “papel sexual” expresso por homens e mulheres. Em Gender and Power, Connell (1987) afirma que a noção de “identidade de gênero” está para a psicologia assim como a noção de “papéis sexuais” está para a sociologia.

De fato, o conceito é forte. Quantas vezes não ouvimos que homens e mulheres são o que são porque exercem diferentes papéis na sociedade? Com efeito, dizemos que é imposto um determinado “papel masculino” aos homens e outro, um “papel feminino”, às mulheres. Ainda, esses papéis são entendidos como estruturantes da personalidade, identidade e perspectivas de cada um. Logo, é o papel de provedor, de macho viril, que “molda” o homem, enquanto a mulher se constrói com base no papel submisso, passivo, de coadjuvante na sociedade.

A noção de “papel sexual” deriva do conceito de “papel social”, gestado no pensamento estadunidense na década de 1930. Este conceito, o qual prescreve um conjunto de atitudes esperadas para o comportamento individual que refletem conformidade a normas culturais para as posições sociais que se ocupa, foi rapidamente aplicado a gênero. Na década seguinte, já se falava em um suposto papel masculino e feminino na sociedade, em relação ao qual todo comportamento que escapasse à norma era entendido como um desvio (CONNELL, 1987).

http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/07/28/papel-sexual-um-conceito-importante-mas-limitado/

 

Texto II

Talcott Parsons foi um dos principais sociólogos a escrever sobre os papéis sexuais. Em 1956, escreveu que o papel masculino era “instrumental”, enquanto o papel feminino era “expressivo”, definido em vista das funções sociais diferentemente atribuídas a cada sexo (CONNELL, 2009). A noção, portanto, de que os papéis são construções sociais e não refletem características biológicas estava assegurada (o que já é um passo contra o determinismo biológico!), mas a partir de uma perspectiva funcionalista que trabalhava com ideias de diferença e complementaridade, coerentes com a prescrição de um sistema social e suas demandas por integração e estabilidade, e não de desigualdade ou exclusão (CARVALHO, 2011).

Esse esquema é bem sucinto para explicar as desigualdades de gênero. Complemento que, justamente em virtude dessa simplicidade, é incapaz de dar conta de relações de gênero tão complexas como na realidade elas são. Por mais que a teoria dos “papéis sexuais” tragam atrativos teóricos como o reconhecimento das construções sociais, a articulação entre aspectos estruturais e formação da personalidade, e as possibilidades de mudanças, eles se caracterizam por trazerem compreensões limitadas para a análise sociológica, as quais sinalizam para a sua superação.

http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/07/28/papel-sexual-um-conceito-importante-mas-limitado/

 

 

Instruções: 

– Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.

– Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.

– O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.

– O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.