Terça, 18 de dezembro de 2018
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Política

29/09/2018 às 17h42 - atualizada em 30/09/2018 às 23h30

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Cláudio Bertode

JARAGUA / GO

ELEIÇÃO EM 2018 PODE CRIAR UM MARCO HISTÓRICO PARA JARAGUÁ
Nédio e Lineu podem ser eleitos nessa eleição
ELEIÇÃO EM 2018 PODE CRIAR UM MARCO HISTÓRICO PARA JARAGUÁ

 


Nós jaraguenses somos trabalhadores, humildes, hospitaleiros, ainda somos daqueles que servimos cafezinho feito na hora a qualquer que chegue em nossa morada, a qualquer hora do dia.  Mas um detalhe curioso de nossa constituição cultural é que somos conhecidos pelo nosso fervoroso apetite político em pleito municipal. São amigos que se afastam, parentes que cortam relações, são pessoas que travam verdadeiras batalhas e literalmente se ferem nesse embate. Nós que humildes pessoas que de fato deveríamos ser as estrelas dessa festa, uma vez que com uma vez que com um simples voto e apoio colocamos os candidatos no poder. Fora desse ambiente da euforia popular, temos os embates técnicos, marqueteiros, cabos eleitorais profissionais que têm seus próprios interesses em jogo, financiadores, gráficas, pessoas das mídias, e esse grupo mais técnico sabe que nessa eleição podemos criar uma nova história com dois eleitos para nossa cidade. 


Nessa eleição, diferente de outras, aos elementos já consagrados, foram acrescidos novos contornos. Por exemplo, temos vários candidatos no páreo para deputado estadual, os dois grupos tradicionais, tiveram que dividir sua euforia com novas bandeiras mesmo que discretas, dividir tudo isso com alguns paraquedistas que nem saberiam apontar jaraguá no mapa de Goiás, quanto mais resolver problemas que nossa cidade tem, e claro, uma vez eleitos, como sempre nunca mais voltarão aqui, salvo ser forem candidatos no próximo pleito. Quando votamos em pessoas de grandes centros, ou votamos por protesto contra os dois grupos da cidade, Nédio e Lineu, estamos votando por Jaraguá se tornar uma cidade sem representante. Apenas os grupos de Nédio e Lineu têm condições de representar a cidade, o problema é que cobramos pouco desses grupos, mas negar o poder desses dois pólos, não tem como. Possuem estrutura, política, apoio de lideranças positivas da cidade, logo podem mapear com mais clareza os problemas de nossa cidade. Sem contar que votos de protesto, já expliquei em outro artigo, eles vão para os candidatos cabeça de coligação, os mais bem votados precisam desses votos de protesto para completar quociente eleitoral.


Em termos de combate à poluição sonora, avançamos positivamente, uma vez que não colocaram os tão tradicionais carros de som que tiravam a paciência e o sossego de todos os bairros com os barulhentos jingles, às vezes, criativos, em outras, chatos e indigestos.


Outra curiosidade, é que cada candidato tem seu próprio instituto de pesquisa, e cada um dos que disputam o pleito, mesmo mal das pesquisas registradas do TSE, ainda dizem que vão ganhar e que os levantamentos internos possuem resultados mais contundentes. Um amigo chegou a brincar que de acordo com tais pesquisas que passam para os cabos eleitorais, todos os candidatos vão vencer. Vamos ter de desempatar no palitinho. Claro essas pesquisas, têm seu intuito, aliás têm vários intuitos: manter a motivação de cabos eleitorais durante todo o pleito, perturbar, confundir e induzir os indecisos a seguir o oba-oba dos supostos líderes de intenção de votos.


 


Algumas das candidaturas revelam falta de nexo, falta de lógica, falta de planejamento, falta de adesão de grandes apoios, falta de um coordenador de campanha que crie uma estratégia para mostrar os pontos fortes do candidato e anule um pouco de seus pontos fracos. Muitas vezes, representa uma candidatura afoita, fora de hora, fruto da arrogância, do oportunismo e da prepotência.  Lembro que escrevi, ainda na pré-campanha, que esse tipo de atitude não prospera, não apenas em Jaraguá, em lugar algum deu certo. A candidatura saudável, no nosso município, é aquela que tem o apoio das lideranças, sejam grandes ou pequenas. Como bem lembrou uma postagem nas redes sociais, não adianta mudar pessoas, o que temos de mudar é mentalidade. Não temos isso nesse evento político. Temos  dois grupos fortes, com alguns problemas internos, temos grupos desfalcados, mas temos a mesma mentalidade em jogo, as mesmas cartas na mesa, as mesmas noivas com seus belos penteados, temos paraquedistas, pastores que se candidatam na capital e usam a estratégia de angariar votos no interior à custa de apoio de outros pastores desses municípios.


E por esse motivo, mais uma vez, o resultado vai ser pelo que há de melhor dentro o que nos foi oferecido. A única verdade é que, sim, essa eleição é um marco na história política de nosso município. Pela primeira vez poderemos ter dois eleitos. Os dois grupos da cidade, cada um pode eleger o seu representante, o que num primeiro momento pode não ser compreendido, no entanto, será algo muito positivo ao município, teremos os dois se fiscalizando e com a obrigação de mostrar serviços, pois se um deles trouxer um benefício para a cidade, o outro terá de fazer melhor, caso contrário ficará bem claro que sua representação não é necessária ao povo jaraguense

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