Não teve jeito; Marconi Perillo será um dos primeiros na CPMI de Cachoeira

Mesmo algumas mídias locais tentando implantar na opinião pública a sementinha da dúvida, como é caso do Diário da Manhã e o jornal on-line  A Redação; os quais também estão sendo investigados por envolvimento com o crime organizado. Mesmo com toda a movimentação de cabos eleitorais ligados ao Governador;  Marconi Perillo estará entre os primeiros convocados para depor na CPMI do caso Cachoeira.

Além de Marconi Perillo (PSDB), também os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e o dono da revista semanal de ultradireita Veja, Roberto Civita, além do senador Demóstenes Torres – que figura em primeiro lugar na lista dos convocados para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira – deverão ser ouvidos no Congresso sobre as ligações que manteriam com o crime organizado no país. Segundo o deputado Fernando Ferro (PT/PE), Civita deverá ser convocado para explicar os cerca de 200 telefonemas trocados entre o redator-chefe da revista em Brasília, Policarpo Júnior, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. A CPI também deverá investigar os engavetamentos de investigações pelo Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, e as relações entre Demóstenes Torres e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A Delta Construções recebeu do governo de Marconi Perillo, entre janeiro de 2011 a março deste ano, R$ 151,5 milhões em contratos licitados, segundo informações do site ComprasNet, da Secretaria estadual de Gestão e Planejamento, e do Transparência Goiás. Em 2010, por sua vez, na gestão do então governador Alcides Rodrigues, a administração estadual pagou à Delta cerca de R$ 46,7 milhões em serviços de custeio para manutenção de atividades de instâncias de governo. O chega a ser oito vezes maior do que em 2009, quando a empresa recebeu apenas R$ 5,5 milhões.

Dos contratos realizados nos últimos 13 meses entre a Delta e o governo de Goiás, 11 deles foram com a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), principalmente para a execução de obras realizadas em rodovias. Dois outros convênios foram relacionados à secretaria estadual de Segurança Pública (SSP), referentes à locação de automóveis e a obras.

Mesmo alguns tentando desacreditar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito); mesmo muitos dos suspeitos não assinando, ela vai acontecer. Se vai acabar em pizza como aconteceu com o mensalão; cabe ao tempo dizer, mas ela vai acontecer. E cabe a cada um de nós que ainda acreditamos em um país melhor, lutarmos para que sejam punidos todos os envolvidos.

Cláudio Bertode

S.O.S Voz

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.