Marco Feliciano defende via Twitter o projeto sobre “cura da homossexualidade”

O Pastor presidente da Comissão de Direitos Humanos, que insiste em ficar no cargo mesmo diante  de todos os protestos contra sua conduta. Agora ele afirma que “a mídia divulga um projeto como “cura gay”, quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença.  O deputado afirma que esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade”.

Feliciano, inclusive, convida os deputados petistas que saíram da comissão a participar da discussão:

“Embora o PT tenha jogado pra plateia que seus deputados “saíram” da CDHM, não o fizeram formalmente, então, aproveitando que tecnicamente estão ainda na CDHM, aproveito para convidá-los a estarem presentes na sessão da próxima quarta feira para fazerem o contraditório.”

Na reunião, segundo Feliciano, a comissão vai decidir se exclui dois artigos instituídos pelo Conselho Federal de Psicologia. Um deles, impede a atuação dos profissionais para tratar homossexuais e qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente. O outro determina que psicólogos não se pronunciem de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. Na prática, se esses dois artigos forem retirados, psicólogos poderiam atuar em busca da suposta “cura gay”.

Caso seja aprovado, o projeto ainda deverá ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara.

Feliciano pôs em pauta ainda a apreciação de projeto que penaliza a discriminação contra heterossexuais e de outro que especifica atos considerados crimes de discriminação e preconceito, indo além da lei do racismo em vigor.

Agora, resta saber como vai reagir as ONGs e outros grupos que agem realmente em defesa dos direitos humanos…

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.