Escolas reféns do medo no mundo da ciberviolência

 

 

Produzir um texto dissertativo-argumentativo, a respeito do tema: “Escolas reféns do medo no mundo da ciberviolência”.

 

 

Instruções gerais, com base na redação do Enem:

– Ao treinar, use sempre caneta preta para que acostume-se com a ideia de redação é sempre à caneta.

– Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.

– O Enem só desconsidera textos que tenham pelo menos de 08 (oito). Estes são classificados como Em branco.

– O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.

* O aluno não poderá fugir do tema;

*  Não é aceito qualquer ilustração ou desenho na folha de entrega da redação para correção – se aluno assim fizer obterá nota zero em sua redação;

* Lembre-se que não deve colocar qualquer citação dos temas propostos para a redação, caso aconteça sua redação poderá ser anulada.

 

Textos motivadores:

 

Texto I

Palestra trata sobre violência escolar, em Uberlândia

Veja abaixo o vídeo com a matéria sobre a palestra

 

Texto II

CIBERVIOLÊNCIA – O QUE É?

A ciberviolência consiste no recurso à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém, seja por via de correio electrónico, salas de conversa (chats), sites de relacionamentos, Messenger ou telemóvel. Lançam-se boatos na rede, fotografias que muitas vezes são retocadas e modificadas (verdadeiros ou falsos)…

A rede social na Internet YouTube tem sido muito utilizada para a prática da ciberviolência, ao serem colocados vídeos com intuito de agredir. O próprio You Tube criou um canal que tem como objetivo combater a ciberviolência. Encontra-se vários vídeos onde vítimas de violência e de ameaças na escola expõem os seus casos e incentivam os mais novos a denunciarem situações semelhantes.

Uma das grandes diferenças entre o bullying tradicional e o cyber-bullying é o fato de, neste último, os jovens não estarem frente a frente e, por vezes, nunca chegam a saber quem é o agressor, sendo que as ações são muitas vezes praticadas por simples entretenimento, sem que os agressores conheçam as vítimas. Por outro lado, este tipo de violência ultrapassa os portões da escola para um plano virtual, onde todos têm acesso a elas.

Há notícias de casos de jovens vítimas deste tipo de violência escolar com desfechos dramáticos.

Fonte: Revista Electrónica “Audácia” Post: Fernanda Maria Simões (com adaptações) em http://projetociberviolencia.blogspot.com.br/2010/04/ciberviolencia-o-que-e.html

 

Texto III

Exacerbação da masculinidade

Trecho de entrevista com Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura)

A ciberviolência e a divulgação de vídeos de violência na internet aumentaram a sensação de violência?

Eu acho que é uma questão muito importante e a escola não tem as ferramentas mínimas para poder prevenir esse tipo de violência. A escola é muito centrada em si mesma, no que pensam os adultos. Em segundo lugar, ela não sabe o que acontece na vida desse jovem. Colocar uma coisa na internet é uma forma de exibicionismo e nós vivemos numa sociedade do espetáculo. Isso tem um valor muito grande, principalmente para o jovem.

O que motivam os atos de violência na escola hoje em dia?

Brigar, eles sempre brigaram, isso sempre aconteceu. Mas eu acho que estamos vivendo um fenômeno de exacerbação da maculinidade e da cultura da violência. Aparece aquele que é mais violento, que sabe brigar melhor. Eu digo masculinidade, mas é para garotos e garotas. Aí também entra o uso das armas, porque a arma é símbolo de força e de poder.

http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/violencia-escolar-expor-o-problema-e-sugerir-sugestoes.jhtm

 

Texto IV

Professores também são vítimas de ciberviolência

Sofrer perseguição e constrangimento pelo pessoal da escola, o bullying, não é um acontecimento reservado apenas aos alunos. Professores também padecem com o desrespeito dos estudantes. Mas, em vez de aviõezinhos de papel, os alunos de hoje se vingam dos professores na internet, criando comunidades e sites com difamações e xingamentos. Seria uma espécie “ciberbullying às avessas”, apesar de o termo não se aplicar neste caso (leia abaixo).

A ciberviolência contra professores – melhor definição aplicada aqui – parece ser mais comum em escolas públicas, mas existe também nos estabelecimentos privados. Para a psicopedagoga Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), uma explicação para que o mau comportamento ocorra com menos frequência nas particulares é o sonho dos pais que os filhos estudem em determinados colégios. “Os mais conceituados são procurados às vezes quando a criança nasce, dão status, por isso as escolas privadas conseguem controlar melhor este tipo de comportamento”, acredita.

Isso não quer dizer que não aconteça. A professora de Florianópolis (SC) Luciana*, de 41 anos, lecionava em uma faculdade particular havia três anos quando se viu às voltas com a agressão de um grupo de alunos. “Eles não aceitavam as cobranças que eu fazia em sala de aula e partiram para o ataque na internet. Criaram uma comunidade no Orkut com o nome de ‘Eu Odeio a V… Cognitiva’, que fazia referência à disciplina que eu dava”, relata.

Ela levou o fato ao conselho de ética da universidade, que não se posicionou a respeito. “O coordenador do curso apenas conversou com os alunos e pediu que retirassem o grupo virtual do site. Mas até a comunidade sair do ar eles colocaram posts ofensivos, me xingaram de todos os palavrões que se pode imaginar.”

Ao contrário de muitos professores, que acabam doentes, Luciana permaneceu indo normalmente ao trabalho. “Tenho jogo de cintura, não me deixei abalar, mas foi muito complicado. Não é nada agradável ter um grupo de pessoas que não gosta do seu trabalho e que, em vez de discutir civilizadamente, publica insultos contra você diariamente na internet”, desabafa.

A solução que a faculdade encontrou foi não renovar o contrato com Luciana, que hoje leciona em faculdade federal e não sofreu mais este tipo de assédio.

http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2010/08/18/professores-tambem-sao-vitimas-de-ciberviolencia.htm

 

 

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.