Dueto poético: Duas visões da esperança

Dhiogo Caetano

 
O meu ser poético, a minha alma poética, o meu eu escritor….
De mim o mundo, o mundo de tantos escritores.
Vidas que se acabam a sorrir, sonhos que não voltam jamais!
Quero viver, amar e tentar os outros fazer feliz.
Por isso dedico a minha vida a todos que são fascinados pela arte de viver, que compreendem que a existência é um grande processo de riscos.
E que “leram” nos meus inúmeros trabalhos o evoluir e compreender, as perdas e as conquistas, a vida e a morte, o medo e os desejos são privilégios daqueles que vivem.

Cláudio Bertode

Meu eu está cansado, meus pés pesam muito
Triste pássaro com âncora nos pés…
De mim tantos bebem, tantos degustam minhas últimas gotas de silêncio
Esse insuportável siléncio
Quero viver nos últimos sonhos
das últimas crianças dormindo
queria tanto abraçar a mim mesmo
queria evoluir e compreender que sou tão criança ainda
queria correr feliz  e dizer que tenho o privilégio de viver
que vivo mais quando degusto as últimas gotas de esperança….

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.