Chefes medíocres se fazendo de líderes

Uma lamentável verdade. 
A pessoa ocupa a vaga de chefe, digamos, por falta de uma opção melhor e quer se fazer de líder, no entanto, basta olhar um pouco de perto para vermos o quanto é frágil a máscara atrás da qual se esconde.
Para começar, o sujeito não aceita diálogo, numa reunião tenta inibir qualquer possibilidade de outra pessoa comentar algo que contrarie a pauta do dia. 

Não assume responsabilidades, quando erra, tenta se fazer de estressadinho, ou finge que está emocionalmente abalado por problemas pessoais e, por isso, tem o direito de agir de determinada forma antiética e mesmo ignorante, noutras ocasiões, procura apontar um culpado. 

Age com falsidade, um dia se faz de bem humorado e dá tapinha nas costas, em outro mal fala bom dia. 
Não confia na equipe, não apresenta capacidade de delegar funções, nunca elogia ninguém por um bom êxito, mas está sempre pronto a qualquer hora, em qualquer lugar ou mesmo por telefone, tratar alguém com desrespeito para demonstrar poder de forma veemente ao apontar um deslize cometido, com claro intuito de humilhar a pessoa, não com o objetivo de ajudá-la a crescer como profissional.

Outras vezes, quando um funcionário comete uma falha, ao invés de resolver em sala fechada, de maneira discreta com aquela pessoa, prefere demonstrar poder, dando “lição de moral coletiva”. 
Quando vai executar um projeto não mantém nada que é combinado. 
Será que esse tipo de ser é um líder? Cada um tire suas conclusões. 

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.