Camarotização do Carnaval e a privatização da cultura popular

Instruções gerais, com base na redação do Enem:

– Ao treinar, use sempre caneta preta para que acostume-se com a ideia de redação é sempre à caneta.
– Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
– O Enem só desconsidera textos que tenham pelo menos de 08 (oito). Estes são classificados como Em branco.
– O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
* O aluno não poderá fugir do tema;
*  Não é aceito qualquer ilustração ou desenho na folha de entrega da redação para correção – se aluno assim fizer obterá nota zero em sua redação;
* Lembre-se que não deve colocar qualquer citação dos temas propostos para a redação, caso aconteça sua redação poderá ser anulada.

 

Textos motivadores:

Texto I

O famoso Sambódromo do Rio, uma infraestrutura construída com recursos públicos, viabilizava na década de 80 um projeto de industrialização do carnaval, através de fábricas que operam o ano inteiro para poderem promover essa grande festa que vemos no Rio de Janeiro. Todo esse “negócio” da indústria do carnaval do Rio está associado à concessão que a Rede Globo detém para transmitir com exclusividade os desfiles das escolas de samba.  Tudo lindo em termos de espetáculo, não há o que questionar. Para quem gosta desse tipo de espetáculo. Por outro lado, o carnaval de rua continua resistindo no Rio de Janeiro, espero que ocupe todas as praças.

Algo assim também vem acontecendo no Recife. O Marco Zero da cidade, um point do carnaval de rua, parece que está virando um “frevódromo”, uma vez que uma antiga praça de alimentação apoiada pela Abrasel e aberta ao público, está dando lugar a inúmeros camarotes privados.

No entanto, no Recife e em Olinda, a sociedade, ou seus movimentos sociais de caráter cultural e urbanístico, parecem ter acordado para impedir a “camarotização” de sua festa. Eles vêm lutando para que os espaços públicos sejam devolvidos ao povo, todo o povo, simples ou abastado, mas desde que queiram ocupar a rua com sua alegria, seus passos e suas fantasias.

Neste ano, por exemplo, os movimentos sociais conquistaram uma importante vitória. Conseguiram devolver para o carnaval de rua do Recife, para o folião pé no chão, um importante espaço público da cidade, até então tomado por um gigante camarote carnavalesco privado da Rede Globo. Este local é a Praça da Independência, mais conhecida como pracinha do Diário, porque fica exatamente defronte da antiga sede o Diário de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação na América Latina. Ou seja, um local ícone da cidade, palco de milhares de manifestações políticas e de antológicas mobilizações pelas liberdades e pela democracia.

Entre um carnaval e outro, a praça vivia no abandono, tomada pelo lixo, sem iluminação pública e sem segurança. O espaço ganhava atenção apenas no período momesco, quando a Rede Globo montava ali o seu camarote vip, onde recebia seus artistas, além de políticos e empresários locais.

Desde que a Globo anunciou que não mais montará camarote no carnaval do Recife, a Prefeitura de apressou em avisar que no local funcionará o QG do Frevo no carnaval deste ano. Vamos esperar o cumprimento desta promessa. Aliás, quem vai cobrar o compromisso do prefeito é o movimento Direitos Urbanos e o Projeto Som na Rural, do agitador cultural Roger de Renor. Foram eles que lideraram o movimento para devolver a Pracinha do Diário para o povo e retirar dali o camarote da Globo.

http://jornalggn.com.br/blog/dois-pontos/recife-e-olinda-e-a-luta-contra-a-camarotizacao-do-carnaval-por-erika-porciuncula

 

Texto II

Fala da prof Liana Lins na audiência sobre a “camarotização” do carnaval do Recife 2015

 

Texto III

Crítica sobre o CARNAVAL DA BAHIA – Jornalista Rachel Sheherazade – Tambaú Notícias

 

Produzir um texto dissertativo-argumentativo, a respeito do tema: “A camarotização do carnaval e a privatização da cultura popular”.

 

 

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.