Automedicação: os riscos de uma cultura irresponsável

Instruções gerais, com base na redação do Enem:

– Ao treinar, use sempre caneta preta para que acostume-se com a ideia de redação é sempre à caneta.
– Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
– O Enem só desconsidera textos que tenham pelo menos de 08 (oito). Estes são classificados como Em branco.
– O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
* O aluno não poderá fugir do tema;
*  Não é aceito qualquer ilustração ou desenho na folha de entrega da redação para correção – se aluno assim fizer obterá nota zero em sua redação;
* Lembre-se que não deve colocar qualquer citação dos temas propostos para a redação, caso aconteça sua redação poderá ser anulada.

 

Textos motivadores:

Texto I

Automedicação: os riscos de uma atitude irresponsável

O Brasil é campeão da automedicação. Genéricos ou de marca, com ou sem prescrição, comprados em farmácias reais ou virtuais, o que não faltam são opções de medicamentos e diversas facilidades para adquiri-los, até mesmo no conforto de casa, sem precisar se locomover.
A opção é muito mais atraente e simples do que marcar uma consulta médica para, só então, tomar conhecimento do medicamento mais indicado, posologia, contraindicações e possíveis efeitos colaterais. Isso se o caso realmente necessitar de terapia medicamentosa, pois, muitas vezes, até chegar ao médico aquele sintoma já passou.
Pouca gente imagina, mas os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil, ocupando, desde 1994, o primeiro lugar nas estatísticas do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas – SINITOX. As crianças menores de 5 anos representam cerca de 35% destes casos de intoxicação.
Recentemente, providências foram tomadas contra o abuso dos antibióticos. Hoje, sua venda é controlada e somente realizada mediante retenção de uma via da receita médica. Ponto para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que visa  combater um grave problema de saúde pública: o desenvolvimento de bactérias cada vez mais resistentes por conta do uso indevido ou incorreto dos antibióticos, o que fortalece os microorganismos.
Porém, com esta barreira para o uso abusivo, os pacientes passaram a utilizar outra classe de medicamentos, os anti-inflamatórios. Embora utilizem drogas diferentes, para fins distintos, eles vêm sendo adotados para todo o tipo de queixa, desde dores de cabeça, na coluna, dor de garganta, entre muitas outras.
Acontece que os anti-inflamatórios são remédios perigosos e, se administrados indiscriminadamente, podem fazer muito mal, provocando contração dos vasos, retenção de sódio e água, aumentando a pressão arterial, e colocando em risco o coração e os rins. Têm, ainda, ação lesiva sobre o fígado, provocam gastrite e lesão intestinal, tornando o indivíduo passível de desenvolver úlceras no aparelho digestivo. Outro risco importante, comum a automedicação de maneira geral, é o de mascarar doenças ou até agravá-las.
Maior restrição à venda destes medicamentos, a exemplo do que vem acontecendo com os antibióticos, seria uma ação efetiva, porém pontual. A rigorosa supervisão sobre a venda e prescrição médica deveria atingir a diversas outras classes de medicamentos, pois todos eles, inclusive aqueles de venda livre, não podem ser consumidos sem controle. Todos têm indicações e posologia específicas, além do risco de provocarem efeitos colaterais e danos à saúde.
A população precisa ser informada, conhecer os riscos relacionados aos medicamentos e, sobretudo, ter a oferta de um sistema de saúde adequado que leve ao paciente procurar pelo médico, e não pelo medicamento.

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

http://www.sbcm.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=2225:automedicacao-os-riscos-de-uma-atitude-irresponsavel-&catid=84:opiniao&Itemid=135

 

Texto II

 

 http://noticias.terra.com.br/brasil/videos/cerca-de-20-mil-morrem-vitimas-de-automedicacao-por-ano,444994.html

 

 

Produzir um texto dissertativo-argumentativo, a respeito do tema: “Automedicação: os riscos de uma cultura irresponsável”.

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.