A complexidade de fringe

Fãs do mundo inteiro foram surpreendidos quando a  audiência de Fringe caiu um pouco nos Estados Unidos, ainda mais quando os produtores da série resolveram colocá-la nas sexas que por lá chamam de horário morto. Chegou-se a especular que a série seria fechada, uma vez que todas que vão para a sexta-feira logo são tiradas do ar. Mas depois de uma intensa campanha de fãs do mundo inteiro, a 4ª temporada foi renovada; e mais, foi  renovada com 22 episódios garantidos.

O presidente da FOX Broadcasting Company, Kevin Reilly soltou o seguinte comunicado:

“Fringe atingiu verdadeiramente o auge da criatividade e se diferenciou como um dos programas mais originais da televisão. A série conta com habilidosos produtores, elenco e equipe espantosamente talentosos, assim como os fãs mais apaixonados e leais no planeta, que tornaram possível a renovação para a 4ª temporada. Quando mudamos Fringe para a sexta-feira, nós pedimos que os fãs seguissem a série e eles seguiram. Estamos muito empolgados em trazer mais uma temporada completa de Fringe e manter a série parte da família FOX.”

                           Criada e produzida por J.J. Abrans que também foi um dos criadores de Lost,  Fringe é uma série complexa, para pessoas que realmente curtem ficção científica, pitadas de humor nerd, fantasia, amor, drama; ação e uma dose de suspense. Cada temporada tem 20 e tantos episódios, e claro, que com isso os produtores pecam um pouco por jogarem os famosos episódios soltos, aqueles que não se ligam a fio condutor da história.  Com isso, já aconteceu de termos de esperar umas três semanas ou até um mês para voltar a trama principal. Claro que tirando esse ponto que alguns fãs até gostam; a série consegue dar verosimilhança e levar o telespectador a um universo de possibilidades

                     Em fim, Fringe é um prato cheio para quem gosta de histórias que  trabalham com ideia de universos paralelos, viagem no tempo, manipulação genética e tal.  Tudo isso faz dessa série uma obra para um público seleto que curte esse tipo de introspecção; ou seja, é uma obra para quem não tem preguiça de soltar a imaginação e, às vezes, não se importa de ir além do inimaginável,  é uma trama que, com certeza, não decepcionará.

 

Claudio Bertode

Formado em Letras pela Universidade de Brasília, Cláudio Bertode é Poeta, Cronista e Educador na Rede Pública e Privada do Estado de Goiás.